21/08/2026 Câmara de Comércio e Indústria Brasileira 005515981870254 contato@ccibra.com.br

Acre

Turismo do Estado do Acre

Localizado na imensidão verde da Floresta Amazônica, o Estado do Acre faz parte do extremo território brasileiro, demarcando fronteiras com o Peru e a Bolívia.

Seu nome vem do “Aquiri” que na língua dos índios nativos significa “Rio dos Jacarés”, e que mais tarde acabou se transformando em Acre pelos exploradores.

A história do Acre está ligada à exploração do Látex, que a partir de 1877 levou inúmeros seringueiros, em sua maioria nordestina, a extrair o valioso produto da floresta.

Suas terras, que antes pertenciam à Bolívia, foram agregadas ao país, com a assinatura do Tratado de Petrópolis em 17 de novembro de 1903, após várias batalhas, onde o Brasil adquiriu definitivamente o território acreano. Algumas das mais fascinantes atrações turísticas do Acre, são as mais de 14 nações indígenas instaladas ali. Dentre os ricos recursos, com os quais a natureza privilegiou a região, destaca-se a cultura da borracha. A luta de seus exploradores – os seringueiros – também fazem parte deste roteiro histórico, assim como a do sindicalista Chico Mendes.

O Ecoturismo, com suas explorações pela Selva Amazônica, possibilita experiências únicas, como abraçar árvores centenárias, que podem ter até 500 anos. Os animais que vivem na região como jacarés, araras, jibóias, antas, macacos, onças, dentre muitos outros, fascinam os mais de 200 mil turistas que passam pelo Acre todo ano, atraídos também pelas lendas da selva, criadas pelos seus habitantes. O artesanato acreano leva em suas criações elementos da Floresta Amazônica, como sementes, palhas, frutos e aromas, além de reproduzir a cultura do povo que vive em meio à floresta. Rio Branco, com sua arquitetura histórica e seus prédios públicos restaurados, possui inúmeras praças, que se detacam por seus traços arquitetônicos e por sua harmonia com o clima local. Existem ainda importantes construções, como Palácio Rio Branco, que abrigava a antiga sede do Governo.

Economia do Estado do Acre

Geografia – Área: 152.522 km2. Relevo: depressão na maior parte do território e planície estreita a norte. Ponto mais elevado: serra do Divisor ou de Conta (609 m). Rios principais: Juruá, Xapuri, Purus, Tarauacá. Muru. Embirá. Acre. Vegetação: floresta Amazônica. Clima: equatorial. Municípios mais populosos: Rio Branco (314.127), Cruzeiro do Sul (86.725), Feijó (39.365), Sena Madureira (33.614), Tarauacá (30.711), Senador Guiomard (21.000), Brasiléia (18.056), Plácido de Castro (17.014), Epitaciolândia (14.193) e Xapuri (13.893) – 2006. Hora local: -2h. Habitante: acreano. População: 691.132 hab(2009)

Economia – Participação no PIB nacional: 0,2% (2004). Composição do PIB: agropec.: 5,9%; ind.: 28,1%; serv.: 66,0% – 2004. PIB per capita: R$8.789,00 (2007). Export. (US$ 11,4 milhões – 2005): madeiras serradas e em folha (85,6%), carnes de frango e peru (4,7%), produtos de madeira (1,7%) – 2002. Import. (US$ 501 mil): máquinas e motores (71,6%), terminais de telefonia celular (10,6%), farinha de trigo e misturas (8,3%) – 2005.

Energia Elétrica – Geração: 331 GWh; consumo: 405 GWh – 2004.

Telecomunicações – Telefonia fixa: 99,4 mil linhas (maio/2006); celulares: 260,6 mil (abril/2006).

Capital – Rio Branco. Habitante: rio-branquense. Pop.: 305 954 hab (2008)

Situado no extremo oeste da Região Norte, o Acre é um tradicional produtor de latex extraído dos seringais da floresta amazônica. No século passado, no auge dessa atividade econômica, atraiu grande número de colonos, principalmente nordestinos. A comunicação e o transporte são precários. A maior parte da população vive a beira-rio e os barcos são os principais meios de locomoção.

Hoje, uma reduzida parcela dos habitantes, garante sua subsistência trabalhando nos seringais da floresta amazônica. Calcula-se que menos de 2,7 mil famílias se dediquem exclusivamente à extração da borracha. A queda do preço do produto no mercado internacional, em conseqüência do aumento da oferta, e expansão das fronteiras agrícolas em direção à floresta tornaram a atividade francamente improdutiva.

Entretanto, o extrativismo vegetal, que está na origem de sua economia, começou a se tornar mais diversificado a partir da virada do milênio. Além do latex, a floresta amazônica tem permitido aos acreanos obter rendimentos de produtos com alimentos, medicamentos naturais e matéria prima para a indústria de cosméticos – caso, por exemplo, do óleo de copaíba, medicamento bastante utilizado na amazônia.

O fruto da palmeira açaí, é apreciado no centro-sul do Brasil e a pupunha, um tipo de palmito, conquista espaço também na região sudeste. A folha de pimenta longa, é utilizada para a fabricação de fixadores de perfumes, e os índios da tribo yawanawa, em Tarauacá, no vale do Juruá, exportam urucum para indústrias de cosméticos nos Estados Unidos.

Do ponto de vista econômico, o Acre pode ser dividido em dois grandes pólos: o vale do Juruá, cujo centro comercial fica na cidade de Cruzeiro do Sul no noroeste do estado, e o vale do Acre, com sede na capital, Rio Branco, no sudeste do estado. No vale do Juruá reside cerca de 30% da população acreana, a maioria na zona rural. A região permanece bem preservada e abriga a Reserva Extrativista do Alto Juruá e o Parque Nacional da Serra do Divisor, onde se localiza a nascente do rio Moa, o ponto mais ocidental do Brasil, na fronteira com o Perú. Mais industrializado e com agricultura mais produtiva, o vale do Acre, responde pela maior parte da borracha.

Um dos principais produtores de borracha (Hevea brasiliensis) no país, o Acre apresentou em 2008 a produção de 845 t, representando pouco mais de um quarto do total nacional. Na região de Abunã, um seringueiro chega a produzir 1,5 t de borracha por safra. Os tipos produzidos são “caucho”, “cernambi caucho”, “cernambi rama” e “cernambi seringa”. A coagulação ainda é feita pelo processo da defumação. A produtividade média é de dois quilos de látex por hévea.

FUNDOS DO PALÁCIO RIO BRANCO
RIO BRANCO AC

A coleta de castanha-do-pará é também atividade importante, realizada, em geral, pelo seringueiro, como ocupação subsidiária, na época das chuvas. Sua safra não é regular. A produção acriana em 2008 foi de 11.521 t, a terceira do Brasil. A madeira tem também importância econômica na região, sendo a produção de lenha em 2008 de 679.077 m3.

A agricultura reduz-se a pequenas culturas de feijão, cana-de-açúcar, com destaque para a mandioca, o arroz, o milho e a fruticultura.

A indústria de transformação compreende pouco mais que algumas serrarias e pequenas fábricas de rapadura e de farinha de mandioca.

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