21/08/2026 Câmara de Comércio e Indústria Brasileira 005515981870254 contato@ccibra.com.br

Espírito Santo

Turismo do Estado do Espírito Santo

O Espírito Santo está localizado na Região Sudeste e tem como limites o Oceano Atlântico a leste, a Bahia ao norte, Minas Gerais a oeste e noroeste e o estado do Rio de Janeiro ao sul, ocupando uma área de 46.077,519 km². Sua capital é Vitória.

Outras importantes cidades são Aracruz, Anchieta, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Guarapari, Linhares, São Mateus, Serra, Viana e Vila Velha.
Cerca de 40% do território do estado encontra-se em uma faixa de planície, porém a variação das altitudes é bem grande. O relevo apresenta-se dividido em duas regiões distintas: A Baixada Espíritossantense e a Serra do Castelo, na qual fica o Pico da Bandeira, com 2.892 m, na serra de Caparaó.

Possui um litoral mais recortado no centro-sul, e mais mar aberto no norte, o que faz a maior parte das ilhas se concentrarem na parte central do estado, porém o estado possui várias ilhas. Ao todo, são 73 ilhas localizadas na costa do estado, sendo que 50 delas, estão localizadas na capital, Vitória.
São inúmeras praias, como as de Anchieta, Aracruz, Conceição da Barra, Fundão, Guarapari, Itapemirim, Marataízes, Piuma, São Mateus, Serra, Vilha Velha e Vitória.

No município de Domingos Martins, destaca-se o Parque Estadual de Pedra Azul, com uma área de 10.000 hectares e uma altitude média de 1350 metros, que abriga a Pedra Azul e a Pedra das Flores, respectivamente com 1822 e 1909 metros, importantes afloramentos de granito e gnaisse, de uma beleza imponente, por passarem a maior parte do tempo encobertas pelas nuvens.

O Estado conta com diversos museus e relíquias históricas como o Convento da Penha, localizado em Vila Velha, construído em 1570, símbolo da religiosidade capixaba, que abriga em seu acervo a tela mais antiga da América Latina, a imagem de Nossa Senhora das Alegrias, o Museu de Anchieta, que guarda peças do mais alto valor sacro e histórico, o Palácio Anchieta construído no século XVI, atual sede do Governo do Estado, o Teatro Carlos Gomes construído no início do século e museus ligados à cultura Teuto-Italiana, que se localizam nas cidades serranas.

É no Espírito Santo que se encontra o Mosteiro Zen Morro da Vargem, primeiro da América Latina.

A produção de panelas de barro e o artesanato de conchas de Piúma, produzindo colares, pulseiras, cinzeiros e enfeites de conchas e búzios, representam o que há de mais típico no Espírito Santo. Em algumas praias, como a de Guarapari e Meaípe, o artesanato típico é de rendas de bilro e, em Aracruz, é o indígena, com enfeites e utensílios de uso doméstico de fibra vegetal.

A culinária capixaba mantém as tradições aprendidas com os colonizadores e indígenas, e dos estados vizinhos. Baseia-se no pescado, sempre preparado em panelas de barro, características da região de Goiabeiras, ao norte da Ilha de Vitória.

São tortas e moquecas, prato mais popular, além de muxá (feito com milho) e o mingau de folhas alternados com receitas de origem italiana e alemã, como a polenta, o anholini, o minestrone, a sopa pavesa, o chucrute, o brote e o caneloni, além das sírio-libanesas, como o charuto, o arroz com lentilhas, o tabule e o quibe. Os doces são bem variados destacando-se o bolo de mandioca, fubá assado no forno, beijus de tapioca, doces de compota, e refrescos de fruta.

Cada região do Estado manifesta seu folclore de forma própria. No Norte, em Conceição da Barra e São Mateus, o Ticumbi, o Rei de Boi, o Congo e o Alardo e, na região serrana, as festas tradicionais dos imigrantes, sendo uma das principais, o Festival de Imigração Alemã, ou Sommerfest, em Domingos Martins, e a Festa da Polenta, em Venda Nova do Imigrante; a de Corpus Christi em Castelo; as Festas de Nossa Senhora da Penha, os festejos de Santo Antônio, de São Pedro dos Pescadores, e de Nossa Senhora da Vitória, em Vitória; a Festa de Nossa Senhora da Conceição, o Alardo, em Guarapari.

O Estado do Espírito Santo originou-se a partir de uma capitania doada, em 23 de maio de 1535. Tratava-se de um domingo do Espírito Santo, razão pela qual a capitania recebeu esse nome.

Com a chegada de imigrantes suíços, alemães, holandeses e açorianos, a partir de 1823, a economia da região ganhou um impulso. A grande corrente de imigração liderada por italianos, em 1892 a 1896, fez crescer a cultura do café, permitindo o seu desenvolvimento. Essa base agrícola histórica deu origem à denominação “capixaba”, dada às pessoas originárias do Estado do Espírito Santo, que, na língua indígena tupi, quer dizer terra boa para a lavoura.

O Espírito Santo destaca-se na produção de petróleo e gás natural, café, frutas, mármores e granitos, sendo o maior evento do estado, o Vitória Stone Fair, a maior exposição de rochas ornamentais do mundo. Ocupa a sexta posição no país, em turismo de eventos e negócios.

O estado possui dois importantes portos, ambos na capital, o Porto de Vitória, e o porto de Tubarão, que se destaca por ser o maior porto exportador de minério de ferro do Brasil, além do porto de Barra do Riacho, que opera exclusivamente no embarque de celulose e bobinas de papel e desembarque, de sal e madeira.

Economia do Estado do Espírito Santo

Geografia – Área: 46.077,5 km2. Relevo: baixada litorânea (40% do território) e serras (interior). Ponto mais elevado: pico da Bandeira, na serra do Caparaó (2.889,8 m). Rios principais: Doce, São Mateus, Itaúnas, Itapemirim, Jucu. Vegetação: floresta tropical, vegetação litorânea. Clima: tropical. Municípios mais populosos: Vila Velha (405.374), Serra (394.370), Cariacica (361.058), Vitória (317.085), Cachoeiro de Itapemirim (198.150), Linhares (123.000), Colatina (111.789), Guarapari (108.120), São Mateus (102.955), Aracruz (73.657) – 2006. Hora local: a mesma. Habitante: capixaba. POPULAÇÃO – 3.487.199 hab (2009).

Economia – Participação no PIB nacional: 2,0% (2004). Composição do PIB: agropec.: 5,0%; ind.: 44,0%; serv.: 51,0% – 2004. PIB per capita: R$18.003,00 (2007). Export. (US$ 5,6 bilhões): manufaturas de ferro e aço (35,8%), minério de ferro (25,2%), papel e celulose (17,6%), café em grão ou solúvel (7,7%), granitos (6,5%). Import. (US$ 4,0 bilhões): veículos (10,2%), bens de informática (9,9%), carvão para siderurgia (8,4%), cobre manufaturado (4%), leite e derivados (4%), miscelânea – diversos (35,6%) – 2005.

Energia Elétrica – Geração: 4.620 GWh; consumo: 5.563 GWh – 2004.

Telecomunicações – Telefonia fixa: 793,5 mil linhas (maio/2006); celulares: 1,5 milhões (abril/2006).

Capital – Vitória. Habitante: vitoriense. Pop.: 413 518 (2008).

O Espírito Santo apresenta paisagens litorâneas de transição entre os trechos recortados por serras e morros do sul e do sudeste e o litoral plano, com dunas e palmeiras, do Nordeste do país. Sua capital fica em uma ilha costeira; nas proximidades, está Guarapari, conhecida pelas praias de areia monazítica. No extremo norte localiza-se Itaúnas, no município de Conceição da Barra, famosa pelas dunas de areia, que alcançam 30 m de altura. É na faixa litorânea que se concentram os descendentes dos primeiros colonizadores e sua culinária típica, como a moqueca capixaba feita com a tintura de urucum, de origem indígena. Nas serras predominam os descendentes de imigrantes alemães, suíços, holandeses e açorianos. O pico da Bandeira, o terceiro ponto mais alto do relevo brasileiro, localiza-se na serra do Caparaó, na divisa com Minas Gerais.

Com a economia baseada na exportação de produtos agrícolas até meados da década de 60, o Espírito Santo se beneficia, a partir dos anos 70, da instalação de grandes projetos industriais voltados para a exportação, como as empresas estatais Companhia Vale do Rio Doce e Companhia Siderúrgica de Tubarão. Paralelamente, a agricultura se mantém como uma atividade importante na economia estadual. Essa combinação permite um rápido crescimento econômico do estado, o que aumenta sua participação no PIB brasileiro a partir da década de 70.

O estado abriga alguns dos principais portos do país, como Vitória, Tubarão e Capuaba. O intenso movimento portuário coloca o Espírito Santo entre os cinco primeiros estados exportadores do país. Além de produtos do estado, como minério de ferro, placas de aço, granito e café, são escoados veículos e aço, de Minas Gerais e produtos agrícolas do Centro-Oeste. Somente o complexo portuário da Ponta de Tubarão é responsável por 25% da carga marítma do país.

A abertura do mercado brasileiro às importações, no início dos anos 90, foi o motor desse desenvolvimento, alimentado por uma política de incentivos financeiros e por tarifas competitivas. No primeiro semestre de 2000, Vitória, com um porto bem equipado e custos competitivos, passa a ser a principal porta de entrada de veículos no mercado brasileiro e sede de grandes empresas de comércio exterior.

O produto agrícola tradicional do estado é o café, cultura que orientou a ocupação de praticamente todo o território capixaba. Após uma fase de decadência no estado, o café recuperou uma posição de relativo destaque nacional. Seguem-se a ele, em ordem de importância, as culturas de milho, banana, mandioca, feijão, arroz e cacau.

A criação de bovinos serviu-se de solos virgens no norte do estado, em terrenos desmatados. Nessa área cria-se e engorda-se gado de corte, e ali desenvolveu-se a indústria frigorífica, cuja carne é enviada principalmente para o Rio de Janeiro, além de abastecer a região de Vitória. No sul pratica-se muito a pecuária leiteira, e o leite é comercializado, por meio de cooperativas, nos mercados do Rio de Janeiro e Vitória.

De desenvolvimento mais recente são a silvicultura e a fruticultura, com aproveitamento para conservas de frutas e para a produção de celulose, destacando-se nessa última atividade alguns projetos de reflorestamento, que poderão compensar em parte o desmatamento avassalador sofrido pelo estado.

Café e frutas – Cerca de 90% das propriedades rurais possuem até 100 ha e constituem outra importante fonte de renda. O destaque são as lavouras de café, que produzem 20% do total nacional. A cafeicultura gera 500 mil empregos e uma renda anual de 500 milhões de dólares. Desde 1999 há aumento na produção, com a obtenção de matrizes de uma nova variedade de grãos, mais resistente à seca, ideal para as lavouras do norte capixaba, região que sofre os reflexos da estiagem nordestina.

Nas duas últimas décadas, o Espírito Santo adquire importância na produção e comercialização de frutas de climas tropical e temperado. O trabalho na fruticultura, no norte, ajuda a conter o êxodo rural. Nas áreas litorâneas, plantam-se banana, abacaxi, mamão, maracujá, limão, enquanto nas montanhas são cultivados morango e uva.

O subsolo do estado é rico em minerais, inclusive petróleo. Há consideráveis reservas de calcário, mármore, manganês, ilmenita, bauxita, zircônio, monazitas e terras raras, embora nem todas em exploração. No extrativismo mineral, destaca-se a exploração, na área de Cachoeiro de Itapemirim, de reservas de mármores, calcário e dolomita.

Nos centros urbanos da capital e de Cachoeiro de Itapemirim concentram-se praticamente todas as principais unidades da indústria de transformação capixaba. Na grande Vitória localizam-se as indústrias siderúrgicas: Companhia Ferro e Aço de Vitória, usina de pelotização de minério de ferro da Companhia Vale do Rio Doce; madeireira, têxtil, de louças, de café solúvel, de chocolates e frigorífica. No vale do rio Itapemirim, desenvolvem-se indústrias de cimento, de açúcar e álcool e de conservas de frutas.

Um setor em desenvolvimento é o das indústrias de móveis, papel e celulose, como conseqüência da boa adaptação do eucalipto plantado ao norte, à beira-mar. No centro-sul ganham força a indústria de transformação (produtos químicos, siderúrgicos, cimento e celulose) e a de bens de consumo (calçados, alimentos e bebidas). Ainda assim, um dos maiores obstáculos para a expansão da atividade industrial é a falta de energia, pois o Espírito Santo gera apenas 18% do total que consome e depende do fornecimento das usinas de Furnas e Itaipu.

A costa capixaba tem oito áreas abertas à exploração do petróleo, mas a produção é pequena: apenas 1% do total produzido diariamente no país. O estado lidera a extração nacional de mármore e granito ornamentais, com o que arrecada acima de 1 bilhão de dólares por ano. Cachoeiro do Itapemirim, no sul, e Nova Venécia, no norte, são as principais regiões produtoras. O Espírito Santo é responsável por 39% das exportações brasileiras de rochas ornamentais e por 50% de placas de mármore beneficiadas.

A produção industrial cresce 9% na última década, um dos melhores desempenhos do país, no setor.

CCIBRA

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