21/08/2026 Câmara de Comércio e Indústria Brasileira 005515981870254 contato@ccibra.com.br

Paraná

Turismo do Estado do Paraná

O Paraná está situado na região Sul do país e tem como limites São Paulo (a norte e leste), oceano Atlântico (leste), Santa Catarina (sul), Argentina (sudoeste), Paraguai (oeste) e Mato Grosso do Sul (noroeste). Ocupa uma área de 199.314 km², pouco maior que o Senegal. Sua capital é Curitiba.

Outros importantes municípios são Londrina, Maringá, Cascavel, Toledo, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, São José dos Pinhais, Guarapuava, Paranaguá, Apucarana.

O nome do estado é derivado do tupi pa’ra = “mar” + nã = “semelhante, parecido”. Paraná é, portanto, “semelhante ao mar, rio grande, parecido com o mar”, naturalmente pelo seu tamanho.

Apresenta uma estreita planície no litoral, e a serra do Mar é a borda dos Planaltos e Serras de Leste-Sudeste.

Os rios da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná drenam a quase totalidade do estado. Os principais cursos d’água são, além do próprio rio Paraná, o Paranapanema, o Iguaçu, o Tibagi o Ivaí e o Piquiri.

A cultura do estado é muito rica, tendo recebido a contribuição de portugueses e espanhóis; de africanos e indígenas; de imigrantes italianos, alemães, holandeses, poloneses, ucranianos, japoneses, árabes, coreanos, chineses e búlgaros; de gaúchos, catarinenses, mineiros, baianos e nordestinos.

Durante o ano inteiro, ocorrem feiras e festivais, destacando-se a München Fest de Ponta Grossa, o Festival de Música de Londrina e o Festival do Folclore.

A Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba é a maior e mais completa biblioteca do estado, em número de acervos bibliográficos.

O Paraná possui 51 museus. Na capital, o Museu Paranaense, o mais importante de todos os museus do estado, guarda objetos de arte antiga e peças indígenas; o Museu David Carneiro conserva documentos históricos, artísticos e arqueológicos; ainda existe o Museu Guido Viaro, o Museu Alfredo Andersen e o Museu Municipal Visconde de Guarapuava, que conta a história da cidade e do período Imperial Brasileiro e o Museu de Ciências Naturais da Unicentro, que descreve os ecossistemas terrestres, entre outros.

Os principais pontos de visitação da cidade são seus parques, e Curitiba conta com uma bem distribuída rede deles. Destacam-se o Jardim Botânico, com sua estufa iluminada, o Parque Tanguá e a Ópera de Arame. Além dos parques, são procurados o museu Oscar Niemeyer, com seu curioso anexo em forma de “olho”, a Rua 24 Horas, a panorâmica Torre da Telepar (Torre das Mercês), a praça Santos Andrade onde ficam o Teatro Guaíra e o edifício histórico da Universidade Federal do Paraná.

É um dos estados que possui um dos maiores números de parques nacionais, destacando-se o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Nacional do Superagui. Foz do Iguaçu com cerca de 250 quedas-d’águas e 75 metros de altura, é conhecida internacionalmente. A Garganta do Diabo é uma das atrações do maior conjunto de cataratas do mundo.

Outro ponto de interesse turístico é o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, onde as rochas esculpidas pelos ventos e pelas águas parecem ruínas de uma grande cidade. Ainda em Ponta Grossa pode-se visitar o Buraco do Padre, a Capela de Santa Bárbara (construída pelos Jesuítas) e a Cachoeira da Mariquinha. Em Maringá, destaca-se a Catedral de Maringá, segundo monumento mais alto da América do Sul e décimo do mundo.

As praias de Caiobá, Matinhos, Guaratuba, Pontal do Paraná e Praia de Leste são as mais freqüentadas do Paraná. São procuradas por turistas não só no verão, mas também no inverno, quando parte da população vai para o litoral fugindo do frio do planalto.

Outros pontos turísticos interessantes: o Relógio das Flores, montado em um grande canteiro; o bairro de Santa Felicidade, onde se encontram vários restaurantes com comidas típicas de diferentes países; a “Boca Maldita”, na avenida Luís Xavier, a “menor do mundo”, pois tem apenas um quarteirão, as feiras de arte e artesanato aos sábados e domingos, além de parques e bosques.

A Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá corta a serra do Mar através de túneis e viadutos, atravessando precipícios. A beleza da paisagem, formada pela mata, quase virgem, e por diversas quedas-d’água, é realçada mais ainda pelos abismos. De lancha, pela baía de Paranaguá, pode-se alcançar a ilha do Mel, onde a história e a natureza se misturam.

Conhecida ainda é a Represa dos Alagados, no rio Pitangui, sul do Paraná, por possuir um anfiteatro subterrâneo, com uma queda d’água de 30 metros de altura, também debaixo da terra. O município apresenta ainda outras paisagens naturais muito apreciadas e uma rica reserva ecológica, que inclui locais como os chamados caldeirões do inferno, que são depressões circulares de até 107 metros de profundidade, com 80 metros de diâmetro.

Numa dessas cavidades, um teleférico vertical leva os visitantes até uma profundidade de 54 metros, de onde se pode caminhar até um lago subterrâneo. Outro acidente geográfico de rara beleza na região é a lagoa Dourada, paraíso da fauna aquática local. A lagoa é alimentada por um rio subterrâneo, cuja ação erosiva desgastou as rochas e provocou a formação de cavernas em seu interior. O fundo da lagoa está coberto por uma camada de mica que faz a água brilhar como se fosse de ouro, quando exposta aos raios solares.

Embora os principais pratos da cozinha paranaense sejam originários da interação entre portugueses e indígenas, esta possui influência posterior de imigrantes franceses, alemães, italianos, ucranianos, polonesês, austríacos, árabes e japoneses.

Como a pecuária foi por muitos anos a base da economia, há muitos pratos tradicionais preparados com carne. O Porco no tacho, a Costela ao Fogo de Chão, a Costela do Ferra Mula e o mais famoso de todos, o Carneiro no Buraco, e outro, bem típico das cidades do interior, que é o Cachorro quente prensado. O costume de cozinhar a carne no buraco era um método muito utilizado pelos índios da região de Campo Mourão, como forma de evitar queimadas e conservar a carne por mais tempo. É servido com pirão, arroz branco e salada. A culinária ainda inclui o barreado (um prato feito de carne bovina gorda e toucinho, prepados com muitos temperos durante várias horas, em uma panela de barro), o kutiá (de origem ucraniana), boi no rolete (onde se prepara o boi praticamente inteiro), o charque, entre outros.

O folclore do Paraná é muito rico, e suas manifestações estão nas festas populares, na dança, na mitologia e na culinária.

Todos os municípios festejam seus santos padroeiros, além dos festejos principais dos ciclos tradicionais de cada ano. As principais festas populares tradicionais do Paraná são: a Festa de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá, com grande procissão; e a Congada da Lapa (auto popular de origem africana), em homenagem a São Benedito, no município da Lapa.

Dentre as danças típicas do Paraná estão: o curitibano, dança de roda aos pares; o quebra-mana, uma mistura de valsa e sapateado; o nhô-chico, dança popular do litoral e o fandango, dança típica de Paranaguá.

É o quinto estado mais rico do Brasil, está atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

A economia do estado se baseia na agricultura (cana-de-açúcar, milho, soja, trigo, café, tomate, mandioca), na indústria (agroindústria, indústria automobilística, papel e celulose) e no extrativismo vegetal (madeira e erva-mate).

Economia do Estado do Paraná

Geografia – Área: 199.314,9 km2. Relevo: baixada no litoral, planaltos a leste e oeste, depressão no centro. Ponto mais elevado: pico Paraná, na serra do Mar (1.922 m). Rios principais: Paraná, Iguaçu, Ivaí, Tibagi, Paranapanema, Itararé, Piquiri. Vegetação: mangue no litoral, mata Atlântica, floresta tropical a oeste e mata das araucárias no centro. Clima: subtropical. Municípios mais populosos: Curitiba (1.788.559), Londrina (495.696), Maringá (324.397), Foz do Iguaçu (309.113), Ponta Grossa (304.973), Cascavel (284.083), São José dos Pinhais (261.125), Colombo (231.787), Guarapuava (169.007), Paranaguá (147.934) – 2006. Hora local: a mesma. Habitante: paranaense. POPULAÇÃO – 10.686.247 hab (2009).

Economia – Participação no PIB nacional: 6,2% (2004). Composição do PIB: agropec.: 18,4%; ind.: 40,0%; serv.: 41,6% (2004). PIB per capita: R$ 15.711,00 (2007). Export. (US$ 10,0 bilhões): soja e derivados (34,2%), veículos e peças (21,4%), madeiras (10,0%), carnes congeladas (8,2%), outros alimentos – milho, açúcar, café (8,8%). Import. (US$ 4,5 bilhões): veículos e peças (21,0%), Fertilizantes (9,1%), petróleo cru (8,9%), petroquímicos (4,8%), máquinas e equipamentos (4,1%), grãos (3,0%), miscelânea (36,6%) – 2005.

Energia Elétrica – Geração: 84.506 GWh; consumo: 17.285 GWh (2004).

Telecomunicações – Telefonia fixa: 2,7 milhões de linhas (maio/2006); celulares: 4,0 milhões (abril/2006).

Capital – Curitiba. Habitante: curitibano. Pop.: 1 851 215 hab (2008).

Cortado pelo Trópico de Capricórnio, o Paraná abriga o que restou da mata das Araucárias, uma das mais importantes florestas subtropicais do mundo. Na fronteira argentina fica o Parque Nacional de Iguaçu, tombado pela Unesco como patrimônio da humanidade. As Cataratas do Iguaçu atraem cerca de 700 mil estrangeiros por ano. A 40 km dali, na fronteira com o Paraguai, há a Hidrelétrica de Itaipu, a maior do planeta.

O movimento turístico também é significativo no Parque Estadual de Vila Velha, no município de Ponta Grossa, onde se encontram grandes formações rochosas esculpidas pela erosão da chuva e do vento. A ilha do Mel, que passa por um adiantado processo de divisão por causa do avanço do mar, atrai muitos turistas.

Situada a 900 m acima do nível do mar, Curitiba é a capital de maior altitude do país. É conhecida internacionalmente por oferecer excelente qualidade de vida e ser um laboratório de inovações urbanas. Foi ali que nasceu, em 1971, o primeiro calçadão do país.

As evoluções urbanas coexistem em harmonia com o meio ambiente. Para cada habitante existem 55 m2 de área verde, índice 243% maior do que o mínimo recomendado pela OMS.

Existem três pontos importantes de turismo no Paraná. O primeiro destino é o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, tombado pela Unesco como patrimônio natural da humanidade, onde se encontram as famosas cataratas do Iguaçu.

Além disso, a região de Vila Velha apresenta atrativos geológicos, e a serra da Graciosa, próxima ao litoral,oferece opções de turismo gastronômico. No litoral, a ilha do Mel atrai banhistas de todo o Brasil e do exterior. A capital, Curitiba, tem se firmado no cenário nacional como importante centro cultural e de lazer.

A economia do estado se baseia na agricultura (cana-de-açúcar, milho, soja, trigo, café, tomate, mandioca), na indústria (agroindústria, indústria automobilística, papel e celulose) e no extrativismo vegetal (madeira e erva-mate).

Os principais produtos agrícolas do Paraná são a cana-de-açúcar (26,5 milhões de toneladas), o milho (12,2 milhões de toneladas), a soja (8, 3 milhões de toneladas), a mandioca (4,5 milhões de toneladas), o trigo (2 milhões de toneladas), o algodão (167 mil toneladas) e a laranja (1,4 bilhão de frutos).

O rebanho bovino soma 9,5 milhões de cabeças; o suíno, 4,2 milhões; e o ovino, 570 mil. A avicultura conta 125 milhões de galináceos.

Entre as atividades econômicas desenvolvidas no Paraná, destacam-se a agricultura e a pecuária, além de um setor industrial em franca expansão.

Num período de pouco mais de quatro anos, a partir de 1995, o Paraná atrai grandes investimentos. Dos estados da Região Sul, o Paraná foi o preferido pelas indústrias automobilísticas que se instalaram no Brasil nos últimos anos.

Com a chegada da montadora de carros alemã Audi/Volkswagen, em 1999, a região de São José dos Pinhais, na área metropolitana de Curitiba, se consolida como um dos maiores pólos automobilísticos do país, ao lado do ABC paulista e da cidade mineira de Betim.

Desde o ano anterior já funcionavam ali a Chrysler, americana, e a francesa Renault. Com o desenvolvimento de uma malha de fornecedores de autopeças e prestadores de serviços, o pólo automobilístico paranaense gera e mantém milhares de empregos.

Os principais setores industriais paranaenses são a agroindústria, o de papel e celulose, o de fertilizantes e, mais recentemente, o automobilístico e o de eletroeletrônicos.

Há importantes jazidas de calcário no Paraná. Outras atividades econômicas relevantes são a extração de gás natural e água mineral e a pequena produção de petróleo.

As principais riquezas agrícolas do Paraná são o trigo, o milho e a soja, produtos de que já obteve safras recordistas, na competição com outros estados. A cultura da soja é a mais recente das três e expandiu-se tanto no norte como no oeste do estado e, posteriormente, no sul.

Também é importante a produção de algodão herbáceo, principalmente no norte, assim como a produção do feijão, no norte pioneiro, com destaque para os municípios de Santana do Itararé e Wenceslau Braz, principais produtores.

A cafeicultura, que se segue entre as riquezas da terra, se não goza do mesmo esplendor do passado (o Paraná, sozinho, já chegou a produzir 60% do café de todo o mundo), ainda conserva o Paraná entre os maiores produtores do Brasil.

No que diz respeito à pecuária, o Paraná conta com grande rebanho de bovinos e está sempre entre os principais criadores brasileiros de suínos, especialmente no centro, sul e leste do estado. Nas últimas décadas, os rebanhos tanto de bois como de porcos expandiram-se bastante.

São ainda significativas, no Paraná, as produções de ovos, de casulos do bicho-da-seda, mel e cera de abelha. Mas é na avicultura que o estado vem se destacando nos últimos dez anos, graças à implantação de frigoríficos pela iniciativa privada e pelas cooperativas. A avicultura é produzida em praticamente todas as regiões acompanhando as áreas onde se produz milho, que é a matéria-prima para a ração das aves. As aves são exportadas para mais de uma dezena de países.

A pesca não teve a mesma expansão da pecuária e da agricultura. Em 2004, totalizaram 1.914 t de pescado, valor de R$ 4.075.350, dos quais 1.096 era de peixes, 809 t de crustáceos, e 8 t de moluscos.

O subsolo paranaense é muito rico em minerais. Ocorrem reservas consideráveis de areia, argila, calcário, caulim, dolomita, talco e mármore, além de outras menores (baritina, cálcio). A bacia carbonífera do estado é a terceira do país, e a de xisto, a segunda. Quanto aos minerais metálicos, foram medidos depósitos de chumbo, cobre e ferro.

Uma riqueza essencialmente paranaense, a dos pinheirais, esteve bastante ameaçada pela indústria madeireira e pela agricultura extensiva. Do final da década de 1980 em diante, o governo passou a disciplinar o uso do solo e dos recursos florestais de acordo com uma política de proteção ao meio ambiente e de ininterrupto reflorestamento. Uma outra riqueza vegetal que é extraída dos solos paranaenses é a erva-mate (usada para chimarrão, uma bebida típica da região sul do país).

Na segunda metade do século XX, as atividades industriais tomaram impulso considerável na economia paranaense. Foi em decorrência desse impulso que se deu a crescente urbanização, não só na região em torno de Curitiba, como em pólos do interior, a exemplo de Ponta Grossa – maior parque industrial do interior -, Londrina e Cascavel. Os principais gêneros de indústria são os de produtos alimentícios e de madeira.

Curitiba é o maior centro industrial e os principais setores de sua indústria são o alimentar e de mobiliário, de madeira, minerais não-metálicos, produtos químicos e bebidas. Na Região Metropolitana de Curitiba, em São José dos Pinhais, encontram-se ainda unidades industriais (montadoras) da Volkswagen-Audi e da Renault, ambas de grande porte. O setor de madeira acha-se disperso no interior, com centros de importância em União da Vitória, Guarapuava e Cascavel.

O centro mais significativo dos produtos alimentícios é Londrina, sendo também muito importante a atividade em Ponta Grossa, considerado um dos maiores parques moageiros de milho e soja da América Latina. Ponta Grossa também tem destaque no setor metal-mecânico. A principal unidade industrial do estado é a Companhia Fabricadora de Papel do grupo Klabin.

Povoado principalmente por descendentes de alemães, poloneses e italianos, o Paraná conta com um setor agropecuário diversificado com altos índices de produtividade. O cultivo do café, responsável pelo início do processo de desenvolvimento econômico na virada do século, deu lugar à produção de soja, milho, algodão e trigo.

O estado também se destaca na produção de hortigranjeiros, sendo o segundo maior produtor de batata do país. É ainda o segundo em criação de aves, respondendo por mais de 40% de toda a produção brasileira. Tem presença importante na pecuária, com o terceiro maior rebanho suíno do país e 6% do rebanho nacional de gado bovino de corte.

CCIBRA

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