Turismo do Estado de Rondônia
Rondônia está localizada na região Norte e tem como limites os estados do Mato Grosso (a leste), Amazonas (ao norte), Acre (a oeste) e a República da Bolívia (a oeste e sul). O Estado possuí 52 municípios e ocupa uma área de 237.576,167 quilômetros quadrados, praticamente igual à da Romênia. Sua capital é a cidade de Porto Velho.
Rondônia é o 3º estado mais rico da região Norte, responsável por 11% do PIB da região. Apesar de ser um estado jovem (criado em 1982), possui o 3º maior Índice de Desenvolvimento Humano, o 4º maior PIB per capita, a 2ª menor taxa de mortalidade infantil e a 3ª menor taxa de analfabetismo entre todos os estados das regiões Norte e Nordeste do país.
O Estado é uma miscigenação de brasileiros de outros Estados, principalmente do Nordeste, que chegaram na região para explorarem a borracha e também do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Além dos imigrantes de outros países, como os libaneses, bolivianos e japoneses. É um mosaico de diversas culturas, sem ter ainda uma cultura própria, devido ao grande número de migrantes.
Rondônia ainda possui 19 terras indígenas, representando mais de 42 etnias, com uma população aproximada de 6.156 indivíduos, nos municípios de Jaci-Paraná, Guajará-Mirim, Ariquemes, Cacoal e Ji-Paraná.
O relevo é suavemente ondulado; 94% do território encontra-se entre as altitudes de 100 e 600 metros. Madeira, Ji-Paraná, Guaporé e Mamoré são os rios principais.
A grande maioria de suas cidades se encontra às margens dos Rios Madeira e Guaporé.
O clima é equatorial e a economia se baseia na pecuária e na agricultura (café, cacau, arroz, mandioca, milho) e no extrativismo da madeira, de minérios e da borracha.
Na culinária, são bastante consumidos os peixes amazônicos, o pão-de-queijo e a farinha mineira, a polenta paranaense, o churrasco gaúcho e o chimarrão.
Os maiores eventos relacionados ao folclore são a Flor do Maracujá, em Porto Velho, e o Festival Pérola do Mamoré em Guajará-Mirim.
A cultura popular de Porto Velho é marcada pela forte influência nordestina, com o Boi-bumbá, as quadrilhas juninas e a Pastorinha. A interpretação de lendas indígenas, como as da Iara, do Boto e do Mapinguari, indicam o folclore local, influenciado pelos migrantes. Quanto ao artesanato, destaca-se o indígena, com os utilitários e os adornos, utilizando-se como matéria prima argila, cipó, bambu, borracha.
O Museu da Estrada de Ferro, as Caixas d’Água Três Marias e o Museu Estadual e em torno do Rio Madeira: a Praia de Santo Antônio, As Lagoas do Belmont e Cuniã, as Praias dos Periquitos e Areia Branca são as atrações turísticas da região, além da Ferrovia Madeira Mamoré, construída em 1907.
Economia do Estado de Rondônia
Geografia – Área: 237.576,2 km2. Relevo: planície a oeste, depressões e pequenos planaltos a norte, planalto a sudeste. Ponto mais elevado: serra dos Pacaás (1.126 m). Rios principais: Madeira, Ji-Paraná, Guaporé, Mamoré. Vegetação: floresta Amazônica e cerrado a oeste. Clima: equatorial. Municípios mais populosos: Porto Velho (380.974), Ji-Paraná (113.453), Ariquemes (86.924), Cacoal (76.422), Vilhena (65.807), Jaru (56.242), Rolim de Moura (49.907), Guajará-Mirim (42.082), Ouro Preto do Oeste (40.735) – 2006. Hora local: – 1h. Habitante: rondoniano. POPULAÇÃO – 1 503 928 hab (2009).
Economia – Participação no PIB nacional: 0,6% (2004). Composição do PIB: agropec.: 15,3%; ind.: 30,6%; serv.: 54,1% (2004). PIB per capita: R$10.320,00 (2007). Export. (US$ 202,7 milhões): madeiras (83,6%), café em grão (8,7%), granito (3,2%), carnes congeladas (3,1%). Import. (US$ 21,7 milhões): geradores a diesel (82%), cevada e malte (11,2%) – 2005.
Energia Elétrica – Geração: 2.506 GWh; consumo: 1.340 GWh (2004).
Telecomunicações – Telefonia fixa: 258.937 linhas (maio/2006); celulares: 682.905 (abril/2006).
Capital – Porto Velho. Habitante: porto-velhense. Pop.: 382 829 (2008).
Situado na região norte, o estado possui dois terços de sua área cobertos pela floresta Amazônica. Os pontos mais altos do território estadual são a chapada dos Parecis e a serra dos Pacaás, onde há um parque nacional. O clima predominante é o equatorial, com chuvas abundantes e temperatura média anual de 26ºC.
Seu elevado índice pluviométrico, de 1800 mm/ano, garante significativo potencial agropecuário, que faz Rondônia ter o décimo rebanho bovino brasileiro.
Turismo – Com 1,7 mil km de extensão, o rio Madeira é o maior afluente da margem direita do Amazonas e margeia Porto Velho. Passear por suas águas significa navegar no meio da floresta Amazônica, observando árvores centenárias, aves exóticas e trechos de corredeiras. É também pelo rio Madeira que se chega ao lago do Cuniã, a 120 km da capital, uma reserva biológica com criadouro natural de peixes de água doce, sobre a qual há freqüentes revoadas de pássaros.
Economia – A construção do porto graneleiro na capital, Porto Velho, em 1995, e a abertura, em 1997, da hidrovia do rio Madeira, mudam o perfil econômico de Rondônia. Com 1.115 km, a hidrovia liga a capital ao Porto de Itacoatiara, no Amazonas, barateando o transporte de seus produtos agrícolas. Rondônia abastece a Região Nordeste com feijão e milho, destacando-se também como produtor nacional de cacau, café, arroz e soja.
Marcado pelo extrativismo vegetal, principalmente de madeira e borracha, Rondônia também é responsável por 40% da cassiterita produzida no Brasil, boa parte retirada de Bom Futuro, em Ariquemes, uma das maiores jazidas desse minério em todo o mundo. Essa exploração passa por uma fase de modernização: desde 1997, a atividade é exercida por grandes empresas mineradoras, controladas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
O processo de industrialização de Rondônia acompanha de perto a ocupação agrícola e a exploração mineral, nascendo do aproveitamento das matérias-primas, entre as quais a cassiterita, e passando ao beneficiamento de produtos agropecuários. Depois da construção da Usina Hidrelétrica de Samuel, na década de 80, crescem os segmentos madeireiro, mineral, de construção civil e alimentos.


