21/08/2026 Câmara de Comércio e Indústria Brasileira 005515981870254 contato@ccibra.com.br

Roraima

Turismo do Estado de Roraima

É o estado mais setentrional do Brasil e o menos populoso do país. Tem como limites a Venezuela (N e NO), Guiana (L), Pará (SE) e Amazonas (S e O). Ocupa uma área aproximada de 224,3 mil km², pouco menor que a Romênia. Sua capital, Boa vista, é a única capital brasileira totalmente no hemisfério Norte.

Situado numa região periférica da Amazônia Legal, predomina a floresta amazônica, havendo ainda uma enorme faixa de savana no Centro-Leste. Encravado no Planalto das Guianas, uma parte ao sul pertence à Planície Amazônica. Com chuvas fortes, é entrecortado por inúmeros rios, por onde chegaram os colonizadores portugueses no século XVIII.

Seu ponto culminante, Monte Roraima, empresta-lhe o nome. Etimologicamente resultado de contração de roro (verde) e imã (serra ou monte), foi batizado pelos indígenas pemons, da Venezuela.

Roraima constitui um diversificado mosaico de culturas, fauna e flora.

A população é formada por: índios, caboclos, desbravadores portugueses e migrantes de várias regiões do País, com predominância de maranhenses, amazonenses e cearenses, embora existam de outras regiões também. Além de uma grande população indígena.

Das etnias que formam a população indígena, a de Macuxi é a mais populosa. Sua população conta com 11.598 pessoas, subsistindo através do lavrado e da pecuária.

Além desta, existem várias outras como os Wapixanas, a segunda maior tribo de Roraima, os Taurepangs, os Ingarikós, os Uaimiris / Atroaris e os Maiongongs, além dos Ianomâmis, que raramente têm contato com os não índios.

O artesanato local apresenta fortes características indígenas. Os Ianomâmis executam vários tipos de trabalhos como, cestos, leques, tipóias, redes, entre outros.

A Feira de Artesanato e Comidas Típicas, acontece semanalmente, com exposição de peças de cerâmica, cipó, couro, madeira, fibras e pedra-sabão, destacando-se as panelas de cerâmica macuxi.

Sua culinária recebe influência do Maranhão e apresenta as características dos pratos amazônicos, com o peixe como prato principal.

Sua música apresenta forte influência das músicas caribenha, andina, do reggae e da própria música popular brasileira.

São parte dos povos mais primitivos do Planeta, e se conservam, ainda, em estado silvestre, vivendo ainda com costumes milenares, sendo comparados à vida na Era Neolítica. Não conhecem a escrita, sistema numérico, contam no máximo até 2, usam como calendário as luas crescente e minguante, desconhecem o uso de metais e antes do contato com os brancos, não conheciam panelas, facões e faziam o fogo pelo atrito de gravetos.

Andam nus e vivem de pequenas culturas produzidas pela comunidade local (banana, mandioca e cana). Caçam, pescam e plantam para sobreviver. São um povo nômade. São alegres, gostam de festas e de se enfeitarem com tintas naturais da floresta e penas coloridas, de aves da mata.

Roraima atrai os turistas, principalmente no ecoturismo.

Economia do Estado de Roraima

Geografia – Área: 224.299 km2. Relevo: planalto no norte e depressões no sul. Ponto mais elevado: monte Roraima, na serra do Pacaraima (2.739,3 m). Rios principais: Branco, Uraricoera, Catrimani, Alalaú, Tacutu. Vegetação: floresta Amazônica, com pequena faixa de cerrado a leste. Clima: equatorial a oeste, tropical a leste. Municípios mais populosos: Boa Vista (249.655), Rorainópolis (25.913), Alto Alegre (22.856), Caracaraí (18.367), Bonfim (13.220), Mucajaí (11.722), Cantá (10.826), Pacaraima (8.435), São Luiz (6.702), Uiramutã (6.543) – 2006. Hora local: -1h. Habitante: roraimense. POPULAÇÃO – 421.499 hab. (2009).

Economia – Participação no PIB nacional: 0,1% (2004). Composição do PIB: agropec.: 3,8%; ind.: 8,7%; serv.: 87,5% (2004). PIB per capita: R$10.534 (2007). Export. (US$ 8,5 milhões): madeiras (74%), couros e peles (22,6%). Import. (US$ 879 mil): fertilizantes (62,7%), equipamentos médicos (18,3%), máquinas e equipamentos (10,1%), vidros e espelhos (6,3%) – 2005.

Energia Elétrica – Geração: 3 GWh; consumo: 379 GWh (2004).

Telecomunicações – Telefonia fixa: 66 mil linhas (maio/2006); celulares: 144 mil (abril/2006).

Capital – Boa Vista. Habitante: boa-vistense. Pop.: 266 901 (2008).

Ao norte de Roraima, na serra do Pacaraima, estão situados o ponto extremo norte do país, na nascente do rio Ailã, no monte Caburaí, e o ponto culminante do estado, o monte Roraima. Este é também o marco fronteiriço com a Guiana e a Venezuela.

Cortado ao sul pela linha do Equador, o estado possui temperatura elevada o ano inteiro. No período das secas, às margens do rio Branco, o principal do estado, formam-se praias de águas límpidas. A influência indígena está presente na culinária, à base de peixe, e no artesanato local.

Estado menos populoso do Brasil, Roraima é um dos que mais recebem migrantes. Em geral, são lavradores que residiam em outras regiões amazônicas e partiram para Roraima em busca de terras férteis e oportunidades de trabalho.

Apesar da intensa migração, Roraima tem a menor taxa de densidade demográfica do Brasil. Isso se deve ao fato de 63% de seu território ser ocupado pela floresta Amazônica. Apenas 82 mil km2 são áreas livres, onde se concentra a maioria dos moradores. Nas matas do estado vive a terceira maior população de índios do país, pertencentes a oito etnias. Além disso, parte da maior reserva indígena brasileira, a dos ianomâmis, situa-se em Roraima. O restante fica no Amazonas.

Soja – Produtores da Região Centro-Oeste deslocam-se para Roraima com o objetivo de criar uma nova fronteira de soja no Brasil, atraídos pelo mercado da Venezuela. Em abril de 2000, agricultores iniciam o plantio da primeira safra comercial do estado. A soja ocupa 65% da área de cultivo mecanizado.

A economia do estado se baseia no setor de serviços, na agricultura (arroz, feijão, milho e mandioca), na pecuária (bovino, suíno e ovino) e no extrativismo (madeira, ouro, diamantes, cassiterita).

Mais distante estado do Brasil, se considerada a Capital Federal, Roraima tem ainda a maior floresta tropical e os maiores rios do mundo como obstáculos para sua plena integração com o restante do país. Posto isso, é a mais isolada unidade federativa da nação.

CCIBRA

1 + 2 =