Turismo do Estado da Bahia
Situada ao sul da região Nordeste, a Bahia é o estado que mais faz divisa com outras unidades da Federação, possuindo um total de oito estados limítrofes, a saber: Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Piauí (N); Tocantins e Goiás (O); Minas Gerais e Espírito Santo (S). Ao leste, possui divisa com o Oceano Atlântico.
Ocupa uma área de 567.692,669 km², um pouco maior do que a França, sendo o estado mais rico e com maior exploração do turismo de todo o nordeste.
A capital estadual é Salvador. Além dela, há outras cidades influentes como as capitais regionais “B” Feira de Santana, Vitória da Conquista e conurbação formada por Itabuna e Ilhéus, as capitais regionais “C” Barreiras e a conurbação entre Juazeiro e Petrolina. Devido ao contingente populacional, somam-se a elas três municípios integrantes da Grande Salvador: Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho; e os interioranos Alagoinhas, Jequié,Teixeira de Freitas, Porto Seguro, e Paulo Afonso.
É o estado brasileiro com maior número relativo de negros e mulatos e o que possui maior influência da cultura africana,vista tanto na música, quanto na culinária, religião e no modo de vida de sua população.
Foi na Bahia, na região de Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália, que a frota de Pedro Álvares Cabral chegou, em 1500, marcando o descobrimento do Brasil. Em 1º de novembro de 1501, o navegante genovês Américo Vespúcio descobriu a baía de Todos os Santos. A povoação formada nessas margens tornou-se a primeira sede do governo-geral.
É conhecida como a “A terra da felicidade”, título adquirido graças à sua população alegre e festiva, características que contribuem para o permanente aumento no setor turístico, quer seja no seu litoral, na Chapada Diamantina, no Recôncavo ou em outras cidades de belíssimas paisagens naturais.
O estado é considerado um dos mais ricos centros culturais do país, não apenas por seu valioso acervo de obras religiosas e arquitetônicas, mas, também, pela presença das mais típicas manifestações culturais populares, seja na culinária, na música, no folclore ou nas artes.
Fruto da miscigenação entre o índio nativo, o português colononizador e o negro escravizado, essa vastidão cultural inclui o carnaval de Salvador, a festa da Independência da Bahia, as festas juninas no interior, em especial a guerra de espadas em Cruz das Almas e em Senhor do Bonfim, a lavagem do Bonfim, a Festa de Santa Bárbara, a Festa de São Sebastião, a festa de Iemanjá, entre muitas outras.
Além da ilha de Itaparica e Morro de São Paulo, há um grande número de praias entre Ilhéus e Porto Seguro, chegando até os limites de Sergipe, destino turístico importante, o qual ficou conhecido como Linha Verde. A Costa do Sauípe contém um dos maiores hotéis-resorts do Brasil.
No ecoturismo se destaca a Chapada Diamantina. Região apontada por entidades turísticas, brasileiras e estrangeiras, como melhor destino do País.
Ainda hoje, do vasto litoral ao interior, a Bahia preserva viva a memória do Brasil Colônia, encravada nas ruas de paralelepípedo; nos monumentos erguidos em louvor a santos portugueses, a grandes nomes de outrora e às batalhas históricas à época do descobrimento e da colonização; nas construções seculares, da arquitetura barroca à neoclássica; nas ruínas dos canhões e artilharias armadas em defesa das cidades; nos museus que resguardam um vasto acervo documental e cultural; nos marcos das lutas pela Independência Nacional.
Das praças e igrejas aos sítios históricos e ao Pelourinho – Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade em Salvador, o estado preserva sua história e a própria história do Brasil, em cada canto e sob os encantos desta terra abençoada por Todos os Santos.
Economia do Estado da Bahia
Geografia – Área: 564.692,7 km2. Relevo: planície no litoral, depressão a norte e oeste e planície no centro. Ponto mais elevado: serra do Barbado (2.033,30 m). Rios principais: São Francisco, Paraguaçu, Jequitinhonha, Itapecuru, Capivari, de Contas. Vegetação: floresta tropical, mangues litorâneos, caatinga e cerrado. Clima: tropical. Municípios mais populosos: Salvador (2.711.372), Feira de Santana (535.284), Vitória da Conquista (289.772), Ilhéus (220.943), Itabuna (207.969), Juazeiro (204.988), Camaçari (196.798), Jequié (148.974), Lauro de Freitas (145.831), Porto Seguro (140.252), Alagoinhas (134.162), Barreiras (123.906), Teixeira de Freitas (114.208), Simões Filho (100.702), Paulo Afonso (99.543) – 2006. Hora local: a mesma. Habitante: baiano. POPULAÇÃO – 14.080.654 hab (2007).

Economia – Participação no PIB nacional: 4,9% (2004). Composição do PIB: agropec.: 10,7%; ind.: 48,5%; serv.: 40,8% – 2004. PIB per capita: R$7.787,00 (2007). Export.: (US$ 6,0 bilhões): petroquímicos (22,4%), combustíveis (17,5%), minerais metálicos e suas ligas (13%), papel e celulose (9,4%), outros de origem vegetal (6,2%), cacau e derivados (5,6%), automóveis (4,8%), soja e derivados (4,5%), outros de origem animal (couros e pele, crustáceos – 3,0%). Import.: (US$ 3,3 bilhões): veículos e peças (19,5%), petroquímicos (18,3%), sulfetos de cobre (10,4%), máquinas e equipamentos (8,6%), produtos alimentícios (8,6%), fertilizantes (4,7%), combustíveis (4,1%), bens de informática (4%) – 2005.
Energia Elétrica – Geração: 18.888 GWh; consumo: 9.726 GWh (2004).
Telecomunicações – Telefonia fixa: 2,1 milhões de linhas (maio/2006); celulares: 4,3 milhões (abril/2006).
Capital – Salvador. Habitante: soteropolitano. Pop.: 2 998 056 (2008).

Mais populoso estado do nordeste, a Bahia recebe todos os anos milhões de turistas. Com a mais extensa faixa litorânea do Brasil (922 km), tem praias famosas como as do Forte, Salvador, Itaparica, Morro de São Paulo, Ilhéus, Comandatuba, Porto Seguro, Arraial d’Ajuda, Trancoso, Lençóis, Prado, Alcobaça, Caravelas e Parque Nacional Marinho de Abrolhos, que reune a maior variedade de corais do país. Na região central destaca-se a Chapada Diamantina, com cachoeiras, grutas e cavernas. Nada a menos que 2,4 milhões de hectares do território, consistem em áreas de proteção, parques, cinturões verdes, reservas, estações ecológicas, jardins botânicos ou monumentos naturais, que, juntos, ocupam 4,2% do território baiano, área equivalente à área de Sergipe.
Salvador, capital do estado e também a primeira capital do Brasil, tem arquitetura marcada pelas construções do período colonial. São igrejas, fortes, palácios e cerca de 350 casarões do Pelourinho, transformado em patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO e recentemente restaurado. Ruas estreitas e ladeiras íngremes, Salvador divide-se em cidade alta e cidade baixa, ligadas na região central pelo Elevador Lacerda. A capital baiana tem outra vocação que vem ganhando força, seguindo uma tendência nacional: o turismo de negócios.
Na Bahia reside o maior número relativo de negros e mulatos do país e a cultura africana tem influência na culinária e no sincretismo religioso, em festas como a do Nosso Senhor do Bonfim e de Iemanjá. A música e os ritmos baianos atraem visitantes de todo o mundo, especialmente durante o carnaval.

Economia: A Bahia corresponde a 36% do PIB do Nordeste e em mais da metade das exportações da região. É o sexto estado brasileiro mais rico. O setor de serviços liderado pelo turismo, responde por 40,8% do PIB baiano, que representa quase um terço de toda a riqueza produzida pela região nordeste.
O estado é o primeiro produtor nacional de cacau, sisal, mamona, coco, feijão e mandioca, sendo os dois últimos mais voltados para a subsistência do que para a comercialização. A região de Itabuna é uma das mais propícias áreas para o cultivo do cacau em toda a Bahia. Tem bons índices também na produção de milho e cana-de-açúcar.
Outra região do estado que merece a devida atenção é aquela compreendida pelo rio São Francisco, conhecida também como Vale do São Francisco, compreendendo as cidades de Juazeiro, Curaçá, Casa Nova, Sobradinho, dentre outras. A região é a maior produtora de frutas tropicais do país, essa fruticultura é irrigada, tem crescido e exporta para os mercados da Europa, Ásia e Estados Unidos.

Além de ser o principal produtor de cacau, é também o principal exportador de cacau no Brasil. Recentemente, o cultivo da soja aumentou substancialmente no oeste do estado.
Pecuária Fator prioritário da economia baiana, a pecuária bovina ocupa hoje o sexto lugar nacional, enquanto a caprina registra atualmente os maiores números do setor em todo o Brasil, mas também se destacando os rebanhos de ovinos.
Extrativismo
As atividades extrativas vegetais têm pequena participação na economia baiana. Entretanto tem reservas consideráveis de minérios e de petróleo. A mineração baseia-se essencialmente na produção de ouro, cobre, magnesita, cromita, sal-gema, barita, manganês, chumbo, urânio, ferro, talco, columbita, prata, cristal de rocha e zinco.

A indústria na Bahia é relativamente modesta, apesar do crescimento dos últimos 20 anos, não representa uma grande força econômica no estado, volta-se para os setores da química, petroquímica, agroindústria, informática, automobilística e suas peças, produtos alimentares, têxtil e fumo.
Porém na cidade de Salvador, estão concentradas as indústrias metalúrgicas, mecânicas, gráficas, de material elétrico e comunicações.
Com um crescimento sustentado de grupos de pesquisa a uma taxa de 30% ao ano, a Bahia saltou da 9ª para a 6ª posição no ranking nacional em 2005, abrindo espaço para o projeto da Tecnovia: um grande parque tecnológico em Salvador, tendo como prioridades TI, biotecnologia e energia.

A primeira biofábrica do país se encontra na cidade sertaneja de Juazeiro, no vale do rio São Francisco.
Conta com abundante suprimento de energia elétrica, fornecido pelo complexo hidrelétrico de Paulo Afonso e pelas hidrelétricas de Sobradinho e Itapebi, que juntas produzem quase seis mil megawatts de energia.
A Bahia é dos maiores produtores nacionais de petróleo e gás natural. Há um importante centro petroquímico foi criado em Camaçari, o Polo Petroquímico de Camaçari, e uma refinaria em São Francisco do Conde, a Refinaria Landulpho Alves, ambas as construções estão localizadas na região metropolitana de Salvador.



