21/08/2026 Câmara de Comércio e Indústria Brasileira 005515981870254 contato@ccibra.com.br

Maranhão

Turismo do Estado do Maranhão

O Maranhão está localizado no oeste da região Nordeste e tem como limites o Oceano Atlântico (N), o Piauí (L), Tocantins (S e SO) e o Pará (O). Um pouco maior que a Itália e um pouco menor que a Alemanha, o estado ocupa uma área de 331.983,293 km². A capital é São Luís, e outras cidades importantes são Imperatriz, Açailândia, Timon, Caxias, Codó, Santa Inês, Bacabal, Balsas, Itapecuru-mirim e Zé Doca.

O Maranhão é, a rigor, Meio-Norte, pois possui acentuadas características das duas regiões, a Norte e a Nordeste. Seu relevo apresenta a planície litorânea e o planalto.
A planície litorânea é formada por um relevo de colinas que, em certas partes, vai até a linha da costa e em outras fica separado do mar por uma faixa de terrenos baixos e planos, sujeitos a inundações no período das chuvas.

O planalto ocupa todo o interior do Estado e nas proximidades do Golfão Maranhense, as elevações alcançam apenas 150 a 200 m de altura; mais para o sul, 300 a 400 m; e nas proximidades do divisor de águas, entre as Bacias do Parnaíba e Tocantins, atingem 600 m. O ponto culminante do Estado é a Chapada das Mangabeiras com 804 m de altitude.
A vegetação é formada pela floresta tropical, com grande abundância da palmeira do babaçu, produto básico da economia e campos periodicamente inundáveis no norte-ocidental, pela zona de transição entre a floresta pré-amazônica e a vegetação do Nordeste (cerrados e caatinga) do norte-oriental até a fronteira piauiense e por cerrados na porção meridional.

Apresenta um fenômeno geológico curioso, o chamado Lençóis Maranhenses. É uma área considerada o único deserto brasileiro, com mais de 200 km² de dunas de areia branca e lagoas de água doce, que se evaporam no período da seca.

O Maranhão abriga grande quantidade de monumentos históricos e arquitetônicos, muitos tombados pelo Patrimônio Histórico, principalmente nas Cidades de Alcântara, São Luís e Caxias.

As festas mais populares no Estado são o Bumba-meu-Boi, o Carnaval e a Festa do Divino Espírito Santo. As danças folclóricas são o Tambor de Crioula, o Tambor de Mina, Cacuriá, Dança do Lêle e a Dança do Coco.

Seu artesanato exprime a mistura das três raças, utensílios e adornos indígenas; rendas de bilro, em padrões açorianos; artigos de tecidos com fibra do buriti; redes-de-dormir, em fio de algodão ou linha mercerizada, miniaturas com minuciosos detalhes, dos barcos típicos do litoral, e do Bumba-meu-Boi.

No século XVII, a base da economia do Estado era a produção do açúcar, cravo, canela e pimenta; no século XVIII, surgiram o arroz e o algodão.

Na segunda metade do século XVIII, com o início da Revolução Industrial inglesa, as exportações de algodão têm um forte crescimento, contribuindo para a prosperidade econômica e para o aumento da população.

A agricultura e a pecuária são atividades importantes na economia do Maranhão, além da pesca, que lhe dá a liderança na produção de pescado artesanal do país. Afinal, o estado possui 640 km de litoral, o segundo maior do Brasil, que fornece produtos bastante utilizados na culinária regional, como o camarão, caranguejo e sururu.

A cozinha maranhense sofreu influência francesa, portuguesa, africana e indígena. O tempero é diferenciado, fazendo-se uso de ingredientes como cheiro-verde (coentro e cebolinha verde), cominho em pó e pimenta-do-reino.

É marcante a presença de peixes e frutos do mar como camarão, sururu, caranguejo, siri, pescada, robalo, tainha, curimbatá, mero, surubim e outros peixes de água doce e salgada. Além de outros pratos como sarrabulho, dobradinha, mocotó, carne-de-sol, galinha ao molho pardo, todos acompanhados de farinha d’água.

Da farta cozinha maranhense, o mais conhecido e característico prato é, com certeza, o Arroz-de-Cuxá, que é feito com uma mistura de gergelim, farinha seca, camarão seco, pimenta-de-cheiro e o ingrediente especial – a vinagreira (hortaliça de origem africana muito comum no Maranhão).

As compotas mais comuns são as de bacuri, buriti, banana, laranja, abricó, murici, jaca, abacaxi, goiaba e caju.

Nas bebidas, os vinhos, emulsões licores, sucos e macerados mais comuns, que regionalmente são chamados de cambica ou sembereba, são os de juçara, bacaba, murici, cupuaçu, jacama, buriti, caju, tamarindo, bacuri, cajá e cajazinho. A cachaça maranhense é a tiquira que tem coloração azulada.

Dentre os bolos consumidos pelos maranhenses pode-se destacar o bolo de macaxeira e o de tapioca. As sobremesas típicas da mesa maranhense são os doces portugueses e uma infinidade de doces, pudins e sorvetes feitos de frutas nativas como bacuri, buriti, murici, jenipapo, tamarindo, caju, cupuaçu, jaca etc.

A juçara (ou açaí) é muito apreciada pelos maranhenses, consumida com farinha, camarão, peixe, carne-de-sol ou mesmo na forma de suco, sorvete e pudim. Dada a importância da juçara na cultura maranhense, é realizada anualmente a Festa da Juçara.

A panelada, popular em Imperatriz, segunda maior cidade no interior do estado, é um cozido preparado a partir das vísceras da vaca.

Economia do Estado do Maranhão

Geografia – Área: 331.983,3km2. Relevo: costa recortada e planície litorânea com dunas e planaltos no interior. Ponto mais elevado: chapada das Mangabeiras (804 m). Rios principais: Tocantins, Gurupi, Pindaré, Mearim, Parnaíba, Turiaçu, Itapecuru. Vegetação: mata dos cocais a leste, mangues no litoral, floresta Amazônica a oeste, cerrado ao sul. Clima: tropical. Municípios mais populosos: São Luís (998.385), Imperatriz (232.560), Timon (146.139), Caxias (144.387), São José de Ribamar (134.593), Codó (115.098), Açailândia (106.357), Paço do Lumiar (101.554), Bacabal (96.883), Sana Luzia (82.854), Barra do Corda (78.497) – 2006. Hora local: a mesma. Habitante: maranhense. POPULAÇÃO – 6.305.539 hab (2008).

Economia – Participação no PIB nacional: 0,9% (2004). Composição do PIB: agropec.: 20,1%; ind.: 25,1%; serv.: 54,5% (2004). PIB per capita: R$ 4.628,00 (2006). Export. (US$ 1,5 bilhões): alumínio e suas ligas (50%), ferro fundido (23,7%), soja em grão (13,1%), alumina calcinada (9,5%). Import. (US$ 1,2 bilhões): combustíveis (79,7%), carvão e coque (4,5%), material elétrico (3,2%), fertilizantes (3%) – 2005.

Energia Elétrica – Geração: 749 GWh; consumo: 5.888 GWh (2004).

Telecomunicações – Telefonia fixa: 519,7 mil linhas (maio/2006); celulares: 1,2 milhões (abril/2006).

Capital – São Luís. Habitante: ludovicense. Pop.: 998.385 (2008).

Durante a colonização, o Maranhão foi uma área disputada por franceses e portugueses e os sinais da presença européia permanecem até hoje. A capital, São Luís – declarada patrimônio histórico da humanidade pela Unesco em 1997 -, preserva as ruas estreitas e os sobradões com fachadas de azulejo e sacadas de ferro. Em Alcântara, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan, construções coloniais convivem com uma avançada base para lançamento de foguetes.

No estado localizam-se ainda importantes áreas de proteção ambiental, como as dunas de até 50 m de altura que se espalham pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. No inverno, a água da chuva forma lagoas na areia e a reserva perde a aparência desértica. Outra importante zona de preservação é o delta do Parnaíba, entre o Maranhão e o Piauí, com mangues, dunas e praias desertas. Várias ilhas, como a do Caju, resguardam espécies raras de aves, como o marreco e o carcará.

O Maranhão é o estado que apresenta o maior índice de população rural: 48,08% dos 5,3 milhões de habitantes moram no campo. A estrutura fundiária permanece fortemente concentrada. A agricultura familiar e de baixo padrão tecnológico, praticada em pequenas propriedades, é predominante.

A partir dos anos 60 e 70, com a modernização, o Maranhão ganha impulso, principalmente na área agropecuária e no extrativismo vegetal e mineral. Os grandes projetos, como Carajás, aumentam a concentração fundiária e as migrações, além de provocar devastação na floresta Amazônica. No final dos anos 70, a mata já havia perdido quase a metade de sua formação original.

A produção de grãos aumenta nos cerrados maranhenses. Produtores do Centro-Sul do país começam a se instalar na região,numa área de mais de 500 mil ha de terras agricultáveis, plantando arroz, milho, algodão e, principalmente, soja.

As indústrias metalúrgicas, de alimentos, madeireiras e têxteis são as de maior destaque.

A segunda maior costa litorânea brasileira, depois da Bahia, mantém a pesca como atividade importante na economia. O Maranhão responde pela maior produção de pescado artesanal do país, com destaque para camarão, caranguejo, caranguejo-uçá e sururu – todos de grande presença na culinária regional.

O complexo portuário integrado pelos terminais de Itaqui, Ponta da Madeira e Alumar, interligado a ferrovias e hidrovias, é responsável por mais de 50% da movimentação de cargas portuárias do Norte e do Nordeste. A ferrovia Carajás transporta minérios de ferro e de manganês do Distrito Mineral dos Carajás, no Pará, ao Porto Ponta da Madeira, em São Luís.

CCIBRA

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