21/08/2026 Câmara de Comércio e Indústria Brasileira 005515981870254 contato@ccibra.com.br

Pará

Turismo do Estado do Pará

O Pará é o segundo maior estado do país, com uma extensão de 1.247.689,515 km², pouco maior que Angola, dividido em 143 municípios. Está situado no centro da região norte e tem como limites o Suriname e o Amapá a norte, o oceano Atlântico a nordeste, o Maranhão a leste, Tocantins a sudeste, Mato Grosso a sul, o Amazonas a oeste e Roraima e a Guiana a noroeste. O estado é o mais populoso da região norte, contando com uma população de 7.321.493 habitantes. Sua capital, Belém, reúne em sua região metropolitana cerca de 2 milhões e 100 mil habitantes, sendo a maior população metropolitana da região Norte.
Outras cidades importantes do estado são, Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Barcarena, Castanhal, Itaituba, Marabá, Parauapebas, Santarém e Tucuruí. O relevo é baixo e plano; 58% do território se encontra abaixo dos 200 metros. As altitudes superiores a 500 metros estão nas serras de Carajás, Caximbo e Acari.

Os rios principais são, rio Amazonas, rio Tapajós, rio Tocantins, rio Jari e rio Pará.

A origem do nome Pará vem do termo Pa’ra, que significa rio-mar na língua indígena tupi-guarani. Era como os índios denominavam o braço direito do rio Amazonas, engrossado com as águas do rio Tocantins, que o torna tão vasto ao ponto de não se poder ver a outra margem, mais parecendo um mar do que um rio.

A Culinária paraense possui grande influência indígena. Os elementos encontrados na região, formam a base de seus pratos, o que deixa os gourmets maravilhados pela alquimia utilizada na produção destes pratos exóticos. Os nomes dos pratos são tão exóticos quanto seu sabor, já que são de origem indígena.

Pratos típicos da região são: Açaí, Caranguejo, Caruru Paraense, Casquinho de mussuã, Chibé, Cuscuz, Pato no tucupi, Tacacá, Maniçoba, Peixe moqueado, Pirarucu de sol, Pupunha e Sopa de aviú.

O Estado oferece grandes atrativos turísticos, principalmente de origem natural, fato atestado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que concluiu que o Pará é dono de 49% das atrações naturais da Amazônia.

As atrações turísiticas vão desde a Estação das Docas, Ver-o-Rio, Parque da Residência, Mangal das Garças, Feliz Lusitânia, até o Círio de Nazaré.

A região onde hoje se encontra o Estado do Pará foi diversas vezes invadida desde o início do século XVI, por holandeses e ingleses em busca de sementes de urucum, guaraná e pimenta. A ocupação portuguesa consolidou-se em 1616, com a fundação do Forte do Presépio, mais tarde denominado Forte do Castelo, na baía de Guajará, que deu origem à cidade de Belém. No século XVII, a região conheceu um período de grande prosperidade, com a proliferação de lavouras de café, arroz, cana-de-açúcar, cacau e tabaco, além de fazendas de gado.

Economia do Estado do Pará

Geografia – Área: 1.247.689,5 km2. Relevo: planície amazônica a norte, depressões e pequenos planaltos. Ponto mais elevado: serra do Acari (906 m). Rios principais: Amazonas, Tapajós, Xingu, Jari, Tocantins, Pará. Vegetação: mangues no litoral, campos na ilha de Marajó, cerrado a sul e floresta Amazônica. Clima: equatorial. Municípios mais populosos: Belém (1.428.368), Ananindeua (498.095), Santarém (276.074), Marabá (200.801), Castanhal (158.462), Abaetetuba (133.316), Cametá (106.816), Bragança (103.751), Marituba (101.356), Itaituba (96.515) – 2006. Hora local: a mesma. Habitante: paraense. POPULAÇÃO – 7.431.020 hab (2009).

Economia – Participação no PIB nacional: 1,9% (2004). Composição do PIB: agropec.: 22,8%; ind.: 36,3%; serv.: 40,9% (2004). PIB per capita: R$ 7.007 (2007). Export. (US$ 4,8 bilhões): minério de ferro (31,1%), alumínio (22,2%), madeira (13,5%), minérios de alumínio (8,3%), outros minerais (7,9%), caulim (7,1%), celulose (4,1%), pimenta (2%). Import. (US$ 404,4 milhões): máquinas e equipamentos (17%), veículos e peças (12,3%), produtos minerais (10,9%), coque de petróleo (9,6%), trigo (9,5%), combustíveis (6,8%), soda cáustica (6,7%), bens de informática (6%), fertilizantes (3,5%) – 2005.

Energia Elétrica – Geração: 31.385 GWh; consumo: 8.443 GWh (2004).

Telecomunicações – Telefonia fixa: 700,4 mil linhas (maio/2006); celulares: 2,2 milhões (abril/2006).

Capital – Belém. Habitante: belenense. Pop.: 1.437.600 hab (2008).

Segundo maior estado brasileiro em área, atrás apenas do Amazonas, o Pará abriga a maioria da população da Região Norte: 48% do total. O Pará guarda tradições dos colonizadores portugueses. A influência indígena encontra-se presente nos desenhos geométricos da cerâmica marajoara, feitos em vermelho e preto.

A economia se baseia no extrativismo mineral (ferro, bauxita, manganês, calcário, ouro, estanho) e vegetal (madeira), na agricultura, na pecuária e nas criações, na indústria e no turismo.

A mineração é atividade preponderante na região sudeste do estado, sendo Parauapebas a principal cidade que a isso se dedica. As atividades agrícolas são mais intensas na região nordeste do estado, onde destaca-se o município de Castanhal; a agricultura também se faz presente, desde a década de 1960.

O Pará é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil e está entre os primeiros na produção de coco da Bahia e banana. São Félix do Xingu é o município com maior produção de banana do país. A pecuária é mais presente no sudeste do estado, que possui um rebanho calculado em mais de 14 milhões de cabeças de bovinos. A indústria do estado concentra-se mais na região metropolitana de Belém, com os distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua, e também vem se consolidando em municípios como Barcarena e Marabá através de investimentos na vesticalização dos minérios extraídos, como bauxita e ferro, que ao serem beneficiados, agregam valor ao se transformarem em alumínio e aço no próprio Estado. Pela característica natural da região, destacam-se também como fortes ramos da economia as indústrias madeireira e moveleira, tendo um polo moveleiro instalado no município de Paragominas.
O extrativismo mineral vem desenvolvendo uma indústria metalúrgica cada vez mais significativa. No município de Barcarena é beneficiada boa parte da bauxita extraída no município de Parauapebas e, também, mais recentemente, na região do Tapajós em Oriximiná.

No momento Barcarena é um grande produtor de alumínio, e sedia uma das maiores fábricas desse produto no mundo, boa parte dele é exportado o que contribui para o município abrigar também a principal atividade portuária do Pará, no distrito de Vila do Conde.

O pólo siderúrgico de Marabá utilizava intensamente o carvão vegetal para aquecer os fornos que produzem o ferro gusa, contribuindo assim, para a devastação mais rápida das florestas nativas da região, mas recentemente este cenário vem mudando, as indústrias estão investindo no reflorestamento de áreas devastadas e na produção de carvão do coco da palmeira Babaçu, que não devasta áreas da floresta nativa porque consiste somente na queima do coco e não do coqueiro, este é produzido principalmente no município de Bom Jesus do Tocantins-PA.

Nos últimos anos, com a expansão da cultura da soja por todo o território nacional, e também pela falta de áreas livres a se expandir nas regiões sul, sudeste e até mesmo no centro-oeste (nas quais a soja se faz mais presente), as regiões sudeste e sudoeste do Pará tornaram-se uma nova área para essa atividade agrícola. Pela rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163) é escoada boa parte da produção sojeira do Mato Grosso, que segue até o porto de Santarém, aquecendo a economia da cidade tanto pela exportação do grão como pela franca expansão de seu plantio: a produção local já representa 5% do total de grãos exportados.

Balança comercial do Pará – anualmente

exportações: US$ 4,8 bilhões
importações: US$ 404,4 milhões
Pauta de exportações do Pará – anualmente, principais produtos

1º minério de ferro – 31,1%
2º alumínio – 22,2%
3º madeiras – 13,5%
4º minérios de alumínio – 8,3%
5º outros minerais – 7,9%
6º caulim – 7,1%
7º celulose – 4,1%
8º pimenta – 2%
Pauta de importações do Pará – anualmente, principais produtos

1º máquinas e equipamentos – 17%
2º veículos e peças – 12,3%
3º produtos minerais – 10,9%
4º coque de petróleo – 9,6%
5º trigo – 9,5%
6º combustíveis – 6,8%
7º soda cáustica – 6,7%
8º bens de informática – 6%
9º fertilizantes – 3,5%
A castanha-do-pará sempre foi, ao lado da borracha, um de seus principais produtos extrativistas. Nos últimos anos, porém, perde em importância para o abacaxi, cultivado em Redenção, Conceição do Araguaia e Floresta do Araguaia, tornando-se o segundo maior produtor do país, depois de Minas Gerais.

Outra fruta que se destaca na economia estadual é o açaí. Consumido em larga escala pelos habitantes da Região Norte, começa a ser apreciado também no Sul e no Sudeste e suas vendas triplicam, em pouco tempo.

Na pecuária, o estado destaca-se como o principal criador de búfalos do país, concentrados na ilha de Marajó, a maior do tipo fluviomarinho do mundo.

O Pará é um dos estados brasileiros mais ricos em recursos minerais. Estão em terras paraenses 80% das reservas nacionais de bauxita, 77% das de cobre, 43% das de caulim, 36% das de manganês e 14,8% das de ouro. O estado é ainda o maior produtor de minério de ferro do país, depois de Minas Gerais. Extraído da serra do Carajás, o minério é explorado pela Companhia do Vale do Rio Doce. A empresa também retira ouro de serra Leste, uma das maiores jazidas do mundo, descoberta em 1996.

A Mineração Rio do Norte é a maior produtora individual de bauxita do mundo. As jazidas em território paraense do mineral, do qual se obtém o alumínio metálico, são as terceiras do mundo. É essa também a posição do caulim, argila que tem seu uso mais nobre no revestimento de papéis especiais, onde o Pará alcança a terceira colocação mundial em produção, algumas vezes mais do que todo o consumo nacional.

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