21/08/2026 Câmara de Comércio e Indústria Brasileira 005515981870254 contato@ccibra.com.br

Paraiba

Turismo do Estado da Paraíba

A Paraíba (que significa “Rio que é braço de mar” – Pará-ibá) está situada a leste da região Nordeste e tem como limites o estado do Rio Grande do Norte ao norte, o Oceano Atlântico a leste, Pernambuco ao sul e o Ceará a oeste. Ocupa uma área de 56.439 km² (pouco menor que a Croácia).

A capital é João Pessoa, conhecida turisticamente como a “cidade onde o sol nasce primeiro”, e outras cidades importantes são Campina Grande, Santa Rita, Guarabira, Patos, Sousa, Cajazeiras e Cabedelo. O relevo é modesto, mas não muito baixo, 66% do território se encontra entre 300 e 900 m de altitude.
Nesse estado encontra-se o ponto mais oriental das Américas, conhecido como a Ponta do Seixas, devido à sua localização geográfica privilegiada (extremo oriental das Américas.

A colonização portuguesa, na área hoje ocupada pelo Estado da Paraíba, foi dificultada pela presença dos franceses, que ocuparam a região no início do século XVI.

Em 1585, o português João Tavares construiu, na foz do rio Paraíba, o Forte São Felipe, para defender a área dos ataques dos franceses. Nesse local teve origem a cidade, que hoje é a capital do Estado.

Assim como o povo brasileiro, o paraibano é fruto de uma forte miscigenação entre o branco europeu, os índios locais e os negros africanos. Sendo assim, a população é essencialmente mestiça, e o paraibano médio é predominantemente fruto da forte mistura entre o europeu e o indígena, com alguma influência africana (os caboclos predominam entre os pardos, que representam em torno de 60% de toda população).

O folclore nordestino é um dos mais ricos do Brasil, pela variedade de suas peças, pela beleza dos seus ritmos e pela graciosidade de seus movimentos. A Paraíba é dona de um rico acervo folclórico manifestado nos folguedos, nas danças, peças de teatro e em outras formas, que ajudam a preservar um patrimônio importante para a nossa cultura.

A Nau Catarineta, o Bumba-meu-boi, o xaxado, o côco-de-roda, a ciranda e as quadrilhas juninas tem a marca registrada da alegria de nossa gente e de sua capacidade inventiva.

No artesanato são produzidas peças em barro, cerâmica, estopa, rendas e labirinto, uma tradição rica e bastante diversificada, que encanta seus visitantes.

A culinária do estado se destaca pelos pratos típicos, à base de frutos do mar (caranguejo, camarão, lagosta, ostra, peixes), e produtos sertanejos, como o queijo de coalho, canjica, feijão verde, macaxeira, rubacão e a carne-de-sol.

As frutas tropicais, produzidas durante quase todo o ano, apresenta uma grande variedade como a graviola, manga, o caju, coco verde, cajá, a acerola e mangaba.

O cartão-postal da cidade de João Pessoa, o Parque Sólon de Lucena (Lagoa), também possui raras espécies de árvores e os jardins têm traçados originais de Burle Marx.

O Centro Histórico é o principal acervo arquitetônico do estado, relatando as diversas fases da história local, com monumentos históricos como o Conjunto São Franciscano, o Convento de Santo Antônio, a Igreja de São Francisco, o Cruzeiro monolítico, a Fonte de Santo Antônio, a Igreja e o Mosteiro de São Bento, entre outros.

Campina Grande é a segunda cidade mais importante da Paraíba, e está situada a 122 km de João Pessoa. Com uma população de 400 mil habitantes, Campina Grande é conhecida internacionalmente por promover o “Maior São João do Mundo”, são 30 dias de muita festa. Também produz o maior carnaval fora de época do país, a Micarande.

Os 37 quilômetros de praias de João Pessoa têm o seu início no Cabo Branco, ponto extremo da América, onde se encontra o mirante e o farol em forma de carnaúba, planta nativa e antiga riqueza da região.

O Vale dos Dinossauros, situado no sertão paraibano, no município de Sousa, abriga pegadas que estão no leito do Rio do Peixe há mais de 130 milhões de anos, e que chegam a medir meio metro cada uma, formando uma fileira de 60 pegadas. Este fato faz com que o Nordeste brasileiro seja reconhecido pela paleontologia do continente americano, contribuindo como um grande centro de estudos.

Ingá, nas proximidades de Campina Grande, é mundialmente conhecida pela Pedra do Ingá, dona de inscrições rupestres que desafiam a técnica dos cientistas e estimulam a imaginação popular. Uns atribuem as inscrições à passagem dos fenícios pela América, enquanto outros acham que são mensagens escritas por visitantes extraterrestres.

Um outro atrativo oferecido aos turistas é a estância termal Brejo das Freiras, localizada no município de São João do Rio do Peixe, a 480 Km da capital, onde as piscinas de água mineral chegam à temperatura de 36,5ºC. As águas das cinco fontes termais da estância estão entre as melhores do Brasil e sua lama medicinal é indicada no tratamento de beleza e doenças da pele.

Economia do Estado da Paraíba

Geografia – Área: 56.439,8 km2. Relevo: planície litorânea, planalto no centro e depressão a oeste. Ponto mais elevado: pico do Jabre, na serra do Teixeira (1.197 m). Rios principais: Paraíba, Piancó, Piranhas, Taperoá, Mamanguape, Curimataú, Gramame, do Peixe. Vegetação: mangues no litoral, pequena faixa de floresta tropical e caatinga na maior parte do território. Clima: tropical no litoral e semi-árido no interior. Municípios mais populosos: João Pessoa (672.081), Campina Grande (379.871), Santa Rita (131.684), Patos (99.494), Bayeux (95.004), Sousa (63.622), Cajazeiras (57.259), Guarabira (53.090), Cabedelo (53.017), Sapé (47.220) – 2006. Hora local: a mesma. Habitante: paraibano. POPULAÇÃO – 3.769.977 hab. (2009).

Economia – Participação no PIB nacional: 0,8% (2004). Composição do PIB: agropec.: 10,4%; ind.: 33,1%; serv.: 56,5% (2004). PIB per capita: R$ 6.097,00 (2007). Export. (US$ 228 milhões): tecidos e confecções de algodão (36,3%), calçados (20,1%), açúcar e álcool (10,8%), peixes e crustáceos (9,7%), sisal (7%), fios de algodão (6,6%). Import. (US$ 94,3 milhões): máquinas têxteis (28,9%), outras máquinas e equipamentos (16,9%), derivados de petróleo (9,1%), trigo (5,5%), produtos siderúrgicos (5,2%), algodão (4,4%), fios e tecidos sintéticos (3,3%) – 2005.

Energia Elétrica – Geração: 79 GWh; consumo: 2.838 GWh (2004).

Telecomunicações – Telefonia fixa: 433 mil linhas (maio/2006); celulares: 1,2 milhões (abril/2006).

Capital – João Pessoa. Habitante: pessoense. Pop.: 702.235 hab (2008).

Localizada no Nordeste, a Paraíba apresenta, em quase todo seu litoral, praias de águas tranqüilas, areias finas e coqueirais. Na ponta do Seixas, fica o ponto extremo leste da América do Sul. Em João Pessoa, destacam-se os edifícios de arquitetura barroca, entre eles a Igreja de São Francisco e o Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

Campina Grande disputa com Caruaru, em Pernambuco, o título de capital brasileira do forró. Em junho, a cidade transforma-se num grande arraial para celebrar a Festa de São João. O sertão também atrai visitantes que procuram a cidade de Sousa para conferir as enormes pegadas de animais pré-históricos no Sítio Paleontológico do Vale dos Dinossauros .

A economia se baseia na agricultura (principalmente de cana-de-açúcar, abacaxi, fumo, graviola, juta, umbu, caju, manga, acerola, mangaba, tamarindo, mandioca, milho, sorgo, urucum, pimenta-do-reino, castanha de caju, arroz, café e feijão); na indústria (alimentícia, têxtil, couro, calçados, metalúrgica, sucroalcooleira), na pecuária (de modo mais relevante, caprinos, na região do Cariri) e no turismo.

Tradicional produtor de cana-de-açúcar, a Paraíba supera os efeitos da estiagem que afeta o estado desde 1997 e consegue melhorar seu desempenho na colheita do produto no Brasil.

O setor industrial responde por 33,1% do PIB estadual. Um dos principais pólos encontra-se em Campina Grande, onde estão sediadas companhias ligadas aos setores de metalurgia e confecções. A estratégia de oferecer incentivos fiscais a empresas dispostas a se estabelecer no estado apresenta resultados modestos.

Entre 1995 e 1999, 14 empresas de cerâmica, cimento, alimentos e têxtil instalam-se na Paraíba e geram 8 mil novos empregos. A partir de 2005 Campina Grande também passa a se destacar como centro regional de tecnologia exportando softwares para os Estados Unidos e China.

O transporte marítimo é fundamental à economia paraibana. As exportações e importações são operadas principalmente através do Porto de Cabedelo.

Em setembro de 2000, a Paraíba passa a fazer parte da rota de vôos charter internacionais, um impulso a mais ao turismo do estado e um importante passo para a internacionalização do Aeroporto Presidente Castro Pinto, na Grande João Pessoa.

CCIBRA

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