21/08/2026 Câmara de Comércio e Indústria Brasileira 005515981870254 contato@ccibra.com.br

Sergipe

Turismo do Estado de Sergipe

Localizado na região Nordeste do Brasil, Sergipe tem como limites Alagoas (NO), Oceano Atlântico (L) e Bahia (S e O) e ocupa uma área de 21.910 km², é o menor dos estados brasileiros. Sua capital é a cidade de Aracaju.

Suas cidades mais populosas são Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Lagarto, Itabaiana, Estância e Tobias Barreto.

Seu relevo é composto de planície e planalto, e a maior parte, cerca de 86%, com menos de 300 m de altitude.

O trecho litorâneo é largo, formado por areias e dunas litorâneas. Á medida que se vai entrando para o interior, surgem pequenas elevações (em torno dos 100 m), os tabuleiros, até o centro do Estado.

Em direção a oeste as altitudes chegam a 742 m formando a Serra Negra (ponto culminante do Estado). Próximo à divisa com a Bahia, surgem as Serras Comprida, Palmares, Miaba, Itabaiana, Cajueiro, Capunga, entre outras, e a sudoeste, as Serras Aguilhadas, Jabiberi, Boqueirão, Macota, Cajaíba e outras. Margeando o São Francisco, encontramos uma planície que, na divisa com Alagoas, junto ao litoral, forma um delta.

O estado abriga uma das maiores concentrações de bacias hidrográficas, a do Rio São Francisco; do Rio Japaratuba; do Rio Sergipe, este responsável pelo abastecimento de água de Aracaju, através do represamento dos Rios Poxim e Pitanga; do Rio Vaza-Barris; do Rio Piauí; e do Rio Real, que quando deságuam em seu litoral formam imensos manguezais, viveiro natural de várias espécies marinhas, onde se encontram os caranguejos, importantes para a população local.

Dentre as várias ilhas, destacam-se as Ilhas da Paz do Paraíso (nos estuários dos Rios Vaza-Barris) e a Ilha de Arambipe (na foz do Rio São Francisco). Na Ilha de Santa Luzia, defronte a Aracaju, está a Cidade de Barra dos Coqueiros. Em São Cristóvão, a Ilha de Patatiba ou Ilha da Veiga; em Porto da Folha, a Ilha de São Pedro.

As lagoas existentes são de restinga e de várzea. Cedro é a maior lagoa em Sergipe. O Estado abriga ainda as Lagoas de Catu, em Japaratuba e a da Prata, em Tobias Barreto.

O Estado apresenta diversas instituições culturais, como Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, a Sociedade de Cultura Artística de Sergipe e a Academia Sergipana de Letras; diversos museus como o do Instituto Histórico e Geográfico, o de Arte e Tradição e do Convento de São Francisco, em São Cristóvão, um dos mais ricos museus de arte sacra do Brasil; diversas bibliotecas, destacando-se a Biblioteca Pública do Estado de Sergipe, a da Universidade Federal de Sergipe, e a do Instituto Histórico e Geográfico; e diversos monumentos tombados pelo Patrimônio Histórico.

As principais festas religiosas são: a Procissão do Bom Jesus dos Navegantes, procissão fluvial que percorre o estuário do Rio Sergipe, os festejos de Natal, em que se destaca o Carrossel do Tobias, um boneco preto que toca um grande realejo; e a de Nossa Senhora da Conceição, todas em Aracajú. Além de outras festas como a do Senhor do Bonfim, em Estância, a de Nossa Senhora da Piedade, em Lagarto, e a dos Passos, em São Cristóvão.

No folclore destaca-se a Taieira, o Reisado; o Guerreiro, Lambe-Sujo; Caboclinhos; o Cacumbi, e Parafusos.

O artesanato do Estado é um dos mais expressivos do País. São peças cuidadosamente trabalhadas em couro, cerâmica, sisal, renda e bordado. No Sertão concentra-se a produção das peças trabalhadas em couro e sisal. A renda, em Tobias Barreto, Nossa Senhora da Glória, Propriá, Santana do São Francisco, Divina Pastora e Cedro de São João. O bordado em Propriá e Tobias Barreto.

A culinária típica sergipana tem como prato principal a buchada, feita de sangue e miúdos de carneiro, além dos frutos do mar, carne do sol e milho, indispensável durante os festejos juninos como canjica e pamonhas, mas também no prato diário na mesa dos sergipanos na forma de bolinhos e cuscuz. Um dos acompanhamentos mais tradicionais é o caldo de feijão, peixe, sururu ou ostra. Há doces a base de frutas locais, como o jenipapo. No interior, é famosa a paçoca, prato de carne desfiada com farinha de mandioca. As bebidas à base de frutas, como as batidas de maracujá, coco e pitanga e os licores de jenipapo, graviola e pitanga são os mais comuns.

O litoral sergipano, com seus 173 km de extensão, possui belas praias, com dunas de areia branca, lagoas e coqueirais. Destacam-se as de Abaís, Caueira, Saco, Pirambu, onde também está instalado o Projeto Tamar, destacando a presença da maior e da menor tartarugas do mundo.

O turismo ecológico faz-se representar pelos rios com seus estuários, desaguando no Atlântico, principalmente o Rio São Francisco, além do Poxim, Real, Vaza Barris e Sergipe, com seus manguezais. O Rio São Francisco, o Rio Real e o Rio Sergipe são cortados por catamarãs em cinco rotas.

No mês de junho, Sergipe transforma-se no maior arraial do país, fazendo a mais longa festa do Brasil, com duração de 30 dias consecutivos. São casamentos e bailes caipiras, missa de vaqueiros, Festa do Mastro, fogos de artifício, barcos de fogo, concursos de quadrilhas e muita zabumba, xaxado, baião, forró, triângulo e sanfona. Estância e Capela apresentam uma grande queima de fogos, um espetáculo inédito no Brasil e no mundo, destacando-se as Guerras de Buscapés, Barcos de Fogo e Espadas, ao som do ritmo musical típico.

O Pré-Caju, carnaval que dura 8 dias e se inicia uma semana antes do Carnaval, abre as comemorações com os blocos e trios elétricos, e atraem cerca de 100 mil pessoas.

Economia do Estado de Sergipe

Geografia – Área: 21.910,3 km2. Relevo: planície litorânea com várzeas e depressão na maior parte do território. Ponto mais elevado: serra Negra (742 m). Rios principais: São Francisco, Vaza-Barris, Sergipe, Real, Piauí, Japaratuba. Vegetação: mangues no litoral, faixa de floresta tropical e caatinga na maior parte do território. Clima: tropical atlântico no litoral e semi-árido. Municípios mais populosos: Aracaju (505.286), Nossa Senhora do Socorro (179.060), Lagarto (91.605), Itabaiana (85.664), São Cristóvão (77.278), Estância (62.796), Tobias Barreto (47.307), Simão Dias (40.225), Itabaianinha (38.831), Poço Redondo (30.358) – 2006. Hora local: a mesma. Habitante: sergipano. POPULAÇÃO – 2.019.679 hab (2009).

Economia – Participação no PIB nacional: 0,7% (2004). Composição do PIB: agropec.: 7,0%; ind.: 53,9%; serv.: 39,1% (2004). PIB per capita: R$8.712,00 (2007). Export. (US$ 66,4 milhões): sucos de laranja (66,1%), uréia (20,8%), couros e calçados (4,6%), tecidos e confecções (2,3%), outros sucos (2,0%). Import. (US$ 93,4 milhões): geradores (30,1%), algodão (14,8%), trigo (10,7%), chapas de alumínio (8,0%), petroquímicos (7,6%) – 2005.

Energia Elétrica – Geração: 8.438 GWh; consumo: 1.828 GWh (2004).

Telecomunicações – Telefonia fixa: 273,5 (maio/2006); celulares: 754,3 mil (abril/2006).

Capital – Aracaju. Habitante: aracajuano. Pop.: 544 036 (2007).

Menor estado brasileiro em área, Sergipe situa-se no litoral do Nordeste. O clima tropical é úmido na Zona da Mata e mais árido no sertão. No litoral há praias muito visitadas, como a de Atalaia Velha, em Aracajú. Primeira cidade planejada do país, fundada em 1855, Aracaju tem papel importante na resistência contra os franceses no período colonial.

O acervo arquitetônico dessa época é conservado em São Cristóvão – a primeira capital do estado, tombada como monumento nacional – e em Laranjeiras, um dos maiores centros produtores de açúcar do período colonial.

Na culinária predominam pratos à base de peixes e crustáceos, entre eles a moqueca de pitu, a caranguejada e o surubim na brasa. Há também doces feitos com frutas locais, como o jenipapo. No interior é famosa a paçoca, carne desfiada com farinha de mandioca. A Festa de São João é a mais popular do estado, comemorada principalmente nos municípios de Areia Branca e Estância. No artesanato destacam-se os produtos confeccionados em cerâmica, couro, madeira e corda.

Atividade econômica – A economia sergipana, que durante séculos esteve baseada no cultivo da cana-de-açúcar, começa a se modificar a partir dos anos 90. Apoiado em incentivos fiscais e em seu potencial energético – oferecido pela usina de Xingó e pela exploração de petróleo e gás natural -, Sergipe atrai indústrias para seu território.

Somente entre 1995 e 1998, 40 indústrias instalam-se no estado, com destaque para uma fábrica de cerveja em Estância, que impulsiona a chegada de outras pequenas e médias empresas à região, principalmente voltadas para o beneficiamento de produtos agrícolas e de couro, processamento de alimentos e um pequeno parque têxtil.

Por causa da pequena extensão territorial, a pecuária é representada por um pequeno rebanho de bovinos , ovinos e suínos. Ao mesmo tempo que o setor industrial cresce, o agropecuário registra queda em parte de sua produção. As áreas dedicadas a culturas tradicionais, como algodão, cana-de-açúcar, mandioca e milho, vêm diminuindo, enquanto se expandem as lavouras com melhor desempenho comercial, como a do coco-da-baía e a da laranja, principal produto estadual.

A agropecuária emprega a maior parte da mão-de-obra sergipana, mas é o setor de serviços, centrado no comércio de Aracaju, o responsável por mais de 65% do PIB do estado. Nas últimas décadas, Sergipe recebeu investimentos do governo brasileiro, além dos recursos da Petrobras desde a descoberta, em 1963, de petróleo e gás natural, produtos dos quais é o terceiro maior produtor do país, atrás do Rio de Janeiro e da Bahia.

A principal atividade agrícola de Sergipe é o cultivo de cana-de-açúcar, as suas extensas plantações produzem mais de 1,4 milhão de toneladas de cana por ano, ou 50 mil toneladas de açúcar e 60 mil m³ de álcool. Além da cana, são cultivados a mandioca (617 400 t. por ano), a laranja (14,4 milhões de frutos) e o coco.

Ao contrário de muitos estados brasileiros, a criação de gado não é muito importante. Uma pequena indústria de couro também existe.

O exploração de recursos minerais é uma atividade muito importante para o estado, sendo explorado o petróleo, gás natural, calcário e potássio. A Petrobras explora campos de petróleo e gás natural no estado, tanto em terra como no mar, sendo o 3° estado brasileiro em produção de petróleo. A Vale explora a maior mina de potássio da América Latina, localizado no município de Rosário do Catete.

O Pré-Caju, carnaval que dura 8 dias e se inicia uma semana antes do Carnaval, abre as comemorações com os blocos e trios elétricos, e atraem cerca de 100 mil pessoas.

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